Título original: The Devil's Advocate
Duração: 140 min
Gênero: Drama | Mistério | Thriller
Direção: Taylor Hackford
Ano: 1998
País de origem: EUA
Este filme conta a estória de Kevin Lomax (Keanu Reeves), um jovem e bem sucedido advogado de uma pequena cidade da Flórida conhecido por nunca perder um caso. Através de sua fama, Kevin é contactado pelo misterioso John Milton (Al Pacino), dono da maior firma de advocacia de Nova York, para defender alguns casos de seu interesse. Apesar da desaprovação de sua mãe, Alice Lomax (Judith Ivey), o jovem enxerga a oferta como uma oportunidade ímpar para crescer profissionalmente, aceitando-a e mudando-se rapidamente para a cidade que nunca dorme.
A partir deste cenário inicial, o filme relata um grande conflito entre ética e ambição profissional, onde o advogado do diabo alimenta a sua vaidade vencendo casos sem preocupações pela legitimidade ou pela justiça, apenas para saciar seu vício pelo sucesso, subindo na vida a qualquer custo e tornando-se cego e surdo a tudo que está a sua volta. É bastante claro também o conflito entre a vida pessoal e profissional, onde podemos observar o ambicioso jovem abrindo mão do convívio familiar até mesmo na decadência emocional e psicológica de sua esposa. Esta relação fica bastante clara quando John o questiona sobre abandonar um dos casos para cuidar de Mary Ann (Charlize Theron) e ele revela: "Sabe do que eu tenho medo? De deixar o caso, ela melhorar e eu a detestar por isso.".
O confronto final com seu mentor, revelado como o próprio Diabo através de um intenso jogo de descobertas, é uma ótima metáfora para representar o contato direto de uma pessoa com seu lado mais sombrio. Desperta a necessidade da reflexão sobre os testes que a vida nos proporciona e a real motivação existente por traz de nossas escolhas. Mostra de forma bastante clara que, por mais difícil que seja de aceitar, somos os únicos responsáveis por nossas atitudes e decisões.
Um dos pontos importantes também relacionados é o livre arbítrio, conhecido também como liberdade interna ou liberdade de querer. Significa que a decisão entre duas possibilidades opostas pertence, única e exclusivamente, à vontade do próprio indivíduo, e só é possível de ser realizada conscientemente quando há o conhecimento objetivo e correto de ambas.

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