É comum nos utilizarmos de metáforas como maneira de transmitir uma idéia ou pensamento fazendo uso de uma história. O coaching consiste em levar uma pessoa do estado atual à um estado desejado. Curiosamente existe uma técnica conhecida como metáfora terapêutica, que consiste em uma técnica especial de se contar histórias que propicia à pessoa descobertas importantes, conscientes ou inconscientes, que gera novos comportamentos produtivos, criada por Milton H Erickson.
Milton Hyland Erickson, psiquiatra nativo dos Estados Unidos, (Aurum, Nevada, 5 de Dezembro de 1901 — Phoenix, Arizona, 25 de Março de 1980) foi especialista em terapia familiar sistêmica e uma das autoridades mundiais nas técnicas de hipnose aplicadas à psicoterapia. É conhecido principalmente pelo dom de ter construído uma metodologia extremamente poderosa para auxiliar e fazer intervenções terapêuticas em pessoas necessitadas de mudança, transformação e adequação comportamental, incluindo aí as metáforas terapêuticas e suas técnicas: histórias, metáforas, comparações, paráfrases, entonações vocais diferentes em aspectos importantes, muita imaginação, criatividade e flexibilidade e, principalmente, muita sensibilidade ao observar os estudantes e suas mínimas manifestações (feedbacks, reações e comunicações).
Erickson tinha seis "discípulos": Dr. Steven Lankton, Dr. Jeffrey Zeig, Dr. Ernest Rossi, Dr. Richard Bandler e Dr. John Grinder, co-criadores da PNL, e Dr. Robert Dilts.
O Dr. John Grinder contou que, junto com o Dr. Richard Bandler, estudou e observou atentamente o trabalho de Erickson. Na forma de brincadeira, imitavam e copiavam posturas e entonações vocais do Dr. Erickson durante as aulas e sessões. Perceberam que, quando tais posturas e maneiras de falar passaram a acontecer naturalmente em seus comportamentos, estavam prontos para começar a escrever os trabalhos sobre Erickson e sobre a ciência nascente: a Programação Neurolingüística.
Dr. Erickson vivia dentro de outros paradigmas: talvez o presente fosse conseqüência do futuro. Então, o processo terapêutico poderia ser abordado como um processo de aprendizagem no qual a atuação do terapeuta seria transformada na do professor, e ao paciente seriam ensinadas novas estratégias e mostrados alguns recursos que já possuísse, mas que, muitas vezes, não soubesse que o possuía ou onde, especificamente, poderia usá-lo. Outro reenquadramento precioso é o fato de que o inconsciente ganhou um novo papel: ele não é mais algo contra o qual o terapeuta deve investir ou elaborar táticas de defesa. Muito pelo contrário, talvez seja o maior aliado do ser humano.
Ele dizia que "em todo aprendizado existe sempre um pouco de confusão e um pouco de esclarecimento ou compreensão". Sua percepção a respeito do que é a aprendizagem era muito útil para as suas intervenções. Se prestarmos atenção, veremos que muitas de nossas crenças e de nossas decisões significativas aconteceram após um evento de grande dúvida e confusão. Essa maneira de entender a aprendizagem estava diretamente ligada à sua fé nas aprendizagens inconscientes, nos recursos e ferramentas que a maior parte das pessoas possui, porém, muitas vezes guardadas e sem uso em ocasiões de necessidade.
"Ninguém sofre por querer, e sim por não saber como fazer diferente."

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