sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Qual o seu maior medo?


"Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais.
É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora.
Perguntamo-nos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?'
Na verdade, por que você não seria?
Você é um filho de Deus.
Seu medo não serve ao mundo.
Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você.
Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós.
Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas.
E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo.
Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas."

Nelson Mandela

sábado, 11 de outubro de 2014

Meu Malvado Favorito


Título original: Despicable Me
Gênero: Animação
País/ano: EUA/ 2010
Duração: 1h35min
Diretor: Chris Renaud, Pierre Coffin

Eu estou assistindo bastante esse desenho animado, pois tenho um pequeno de 3 anos que adora. E comecei a ver com um olhar diferente, além do simples desenho animado, mas o conteúdo do que meu filho assiste. E com relação a sentimentos ele superou as minhas expectativas e proporcionou uma reflexão sobre o maior de todos os sentimentos: o amor.

O personagem principal do filme, Gru, sempre quis ser um grande vilão. Quando pequeno queria surpreender sua mãe com suas invenções, mas não recebia a atenção devida e necessária, era simplesmente destratado e desmotivado.

Com esse contexto de desamor, o seu lado sombra começa a ganhar força e energia. O lado não evoluído, onde armazenamos todas as nossas frustrações, raiva, desilusões, apego ao passado. Acabamos enxergando a vida sob uma perspectiva sem cor.  E é nessa perspectiva que projetamos o pior de nós nos outros e o mal prevalece. Assim sendo, Gru persegue de forma obsessiva a ideia de roubar a lua, se tornando o vilão de todos os tempos.

Mas o destino ironicamente coloca na sua vida três crianças órfãs dóceis e amáveis, mas carentes de amor. E são elas que possuem o poder de ajudá-lo a conseguir a famosa máquina que irá diminuir a lua. Elas teriam tudo para serem crianças sombra por terem sido abandonadas e maltratadas pela proprietária do orfanato onde vivem, mas ao contrário de Gru são crianças que irradiam luz e bondade.

Gru, obcecado pela ideia de conseguir a máquina para diminuir a lua, só enxerga as crianças como uma estratégia do seu plano ser um sucesso. Dessa forma ele as leva pra morar com ele. E ai tudo começa a mudar na vida de Gru apesar da sua resistência em preservar o seu lado sombra e não se deixar levar pela doçura das meninas. 

Mas apesar de conseguir sua meta de roubar a lua, o coração de Gru começa a ceder e o amor pelas meninas surge. Assim, fica decepcionado por não conseguir assistir a apresentação de ballet das meninas e ainda se sentir responsável pelo rapto das mesmas pelo seu rival e também vilão Vetor. Mas em um final feliz Gru consegue resgatar as crianças e retorna a lua ao seu lugar.

Esse desenho permite uma grande reflexão sobre a enorme capacidade que o ser humano tem para mudar e se transformar. Gru queria chamar a atenção do mundo e suprir a carência de amor e afeto acabando com a luz que a lua irradia. Ele pedia por socorro, porém de uma maneira agressiva. Reações naturais de alguém que foi rejeitado e agora quer se vingar do mundo. Isso vale uma reflexão e nos questionarmos: quantas pessoas cruzam o nosso caminho na mesma situação? Muitas vezes, convivemos com pessoas amargas e mal-humoradas e as julgamos sem saber o que passa na sua vida.

O sentimento e energia que gerou a mudança de Gru foi o AMOR. Como diz na musica “Monte Castelo” de legião Urbana: “Sem amoreu nada seria...” Esse sentimento controla tudo que está ao nosso redor. Se em nosso dia a dia, olharmos a vida sob a ótica do amor começaremos a ter muito mais oportunidades de fazer o bem, e de ser pessoas mais gentis e generosas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Poder do Hábito



Editora: Objetiva
Autor: DUHIGG, CHARLES
ISBN: 8539004119
ISBN-13: 9788539004119
Ano: 2012
Edição: 1ª
Número de Páginas: 408
Acabamento: Brochura


Sinopse:

Segundo o autor, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar os filhos, tornar-se mais produtivo, criar empresas revolucionárias e alcançar o sucesso é entender como os hábitos funcionam. Ele procura mostrar que, ao dominar esta ciência, todos podem transformar suas empresas e suas vidas.

Frase da Semana - Bob Marley


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Cinco maneiras de ouvir melhor

Estamos perdendo nossa audição. Em um mundo cada vez mais ruidoso, em que precisamos nos refugiar nos fones de ouvido durante o trabalho, cada vez escutamos menos, não apenas o que as pessoas nos falam, mas em geral. Desaprendemos a escutar as sutilidades, aos detalhes.

Nesse vídeo, Julian Treasura nos mostra detalhes do que está acontecendo e ensina cinco truques para reaprendermos a escutar melhor:

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mova-se para realizar seus sonhos


"No que diz respeito a todos os atos de iniciativa, há uma verdade elementar cujo desconhecimento mata inúmeras ideias e planos esplêndidos: no momento que se compromete definitivamente, a Providência se move também. Ocorrem todos os tipos de coisas para ajudar-nos, que de outra maneira jamais teria acontecido. Toda uma corrente de eventos surge da decisão, levantando a nosso favor todo tipo de imprevistos, encontros e assistência material que nenhum homem poderia ter sonhado ver em seu caminho. Tudo que você pode fazer ou sonhar, você pode fazê-lo, faça. Ousadia tem genialidade, poder e magia. Comece agora." 

Johann Wolfgang von Goethe

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Cinco grandes erros de comunicação no trabalho



O escritório pode ser um campo minado de falhas de comunicação e de más interpretações. Muitos pensam que estão fazendo um ótimo trabalho nessa parte, mas reclamam que seus pares e gerentes são incompetentes — seus chefes nunca passam informação suficiente, ou dão detalhes demais, ou são confusos, ou mudam de ideia toda hora.

Um gerente que passa ordens sem parar ou não dá nenhuma orientação; o ciclano, que fala demais sem dizer nada; o fulano que envia uma pilha de e-mails em vez de pegar o telefone uma só vez e falar logo tudo. A lista de problemas parece familiar?

A verdade é que a maioria de nós pode melhorar nosso ambiente de trabalho efetivamente e exponencialmente explorando nossa capacidade de comunicação. Comunicação eficiente é, ao mesmo tempo, uma arte e uma ciência, mas, felizmente, pode ser ensinada e aprendida. Aqui vão os cinco erros mais comuns que cometemos no trabalho e como evitá-los:

1) Não pedimos ajuda
Ninguém sabe tudo. Em algum momento precisamos de ajuda num projeto ou tarefa. Mas o medo de parecer incompetente ou mal informado nos impede de pedir e conseguir a ajuda que precisamos. Pedir ajuda de forma inteligente, é sinal de bom discernimento. Se você recebe uma tarefa que não sabe como fazer, pergunte ao seu chefe se ele tem exemplos para que você os estude, ou a recomendação de um nome que possa te ajudar e com quem você possa falar. O objetivo é orientar-se para o sucesso. Se não existem fontes ou material de apoio disponível, ofereça-se para colocar seus pensamentos iniciais no papel e vá depois ao seu gerente com um primeiro rascunho ou tópicos. Consiga que seu superior envolva-se no processo cedo e tenha certeza de que sua abordagem foi aprovada antes de enveredar pelo caminho errado. Você evitará tempo e energia desperdiçados tendo a certeza de que você e seu chefe estão na mesma página.

2) Não somos claros
Saber ouvir no ambiente de trabalho é uma habilidade importante, mas saber se expressar também é. Como seus funcionários podem atingir e superar suas expectativas se eles não sabem nem quais são elas? Seja o prazo para uma tarefa, os dados que você quer que sejam incluídos em um relatório ou as descobertas que você deseja em um resumo estratégico, se você não disser às pessoas exatamente o que está esperando, não conseguirá obter isso delas. Diga às pessoas o que quer e quando quer. E, como um funcionário, faça as perguntas acima mencionadas para ter certeza do que esperam de você.

3) Nos escondemos atrás de e-mails
Quando temos um problema no trabalho, nada pode vir de positivo se enviarmos um recado agressivo, reclamarmos ou discutirmos uma questão por e-mail. Qualquer um que tenha recebido um e-mail desses sabe que você não vai conseguir resolver as diferenças a não ser que converse pessoalmente. O e-mail não passa emoção, não passa tom nem volume de voz. As pessoas tendem a interpretar a mensagem de maneira errada sem contexto adicional. Quando algo está errado, levante e vá até a outra pessoa para conversar, olho no olho. Assim você poderá explicar sua posição e dar a seu colega a chance de explicar a dele. O diálogo é que resolverá o problema, não um e-mail unidirecional em que as pessoas tenham que ler entrelinhas e adivinhar o que você está tentando dizer.

4) Nós soterramos os outros
Mark Twain disse: “se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta menor”. Como é difícil ser objetivo! Todos estão sempre correndo, sem tempo. Então, quando você precisar atualizar sua equipe ou se dirigir ao seu superior, pense antes de enviar sua mensagem e foque-se na linha principal. Não obrigue os outros a tentarem a telepatia para adivinhar o que você quer, nem obrigue os demais  a escutar uma mensagem de cinco minutos quando poderiam receber todas as informações necessárias em metade do tempo. Pergunte-se o que é novo, diferente ou importante sobre a informação que você vai passar e comece daí. Se nenhum desses requisitos for preenchido, você nem deveria estar tomando o tempo dos outros.

5) Não nos focamos no que vem depois
As relações de negócios baseiam-se no momento, no "agora". As melhores negociações são aquelas que levam a novos negócios. Quando estiver desligando o telefone ou deixando a sala de seu gerente, informe-o sobre quais serão os próximos passos. O que vem depois? Você vai entrar em contato? Ou espera que ele entre em contato com você? Ofereça-se para mantê-lo a par dos acontecimentos seguintes ou prometa avisá-lo caso haja alteração ou mudança da situação. Esteja sempre dois passos adiante para que seu chefe não precise estar.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Lie to Me - Engane-me se puder


Título original: Lie to Me
Gênero: Drama
País/ano: EUA/2009 - 2011
Duração:  Média de 45 mins por episódio
Diretor: Samuel Baum

Lie to me é uma série inteligente e intrigante inspirada nas descobertas científicas de um psicólogo da vida real capaz de ler pistas exibidas no rosto, voz e corpo humano que podem revelar a verdade e mentiras em investigações criminais. O personagem principal do seriado é baseado em Paul Ekman, notável psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais.

O Dr. Cal Lightman (Tim Roth) é o maior especialista mundial em mentiras. Se mentir para Lightman, ele vai descobrir isso em seu rosto, postura ou ouvirá nuances em sua voz. Se mexer o ombro, girar a mão ou até mesmo erguer levemente seu lábio inferior, Lightman detectará a verdade. Mas como ele bem sabe, essa habilidade científica é tanto uma bênção quanto uma maldição em sua vida pessoal, pois a família e os amigos se enganam mutuamente como os criminosos e estranhos. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cuerdas (Cordas)


Esse filme foi escrito e dirigido por Pedro Solís García e é um filme cheio de nuances, conta uma história de amizade entre duas crianças muito especiais, mas é também uma obra que fala de valores e sonhos. É uma bela história inspirada na diversidade funcional de um garoto, afetado pela paralisia cerebral desde o nascimento. É uma lição de igualdade e solidariedade, mas também é, de certa forma, um espelho que reflete todos esses sacrifícios armados apenas com um amor que quem assiste vive através dos olhos inocentes e puros de uma menina.

Convido vocês a assistirem e se perguntarem: O que vale a pena nessa vida mesmo?

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Qual é a tua obra?


Editora: VOZES
Autor: CORTELLA, MARIO SERGIO
ISBN: 8532635792
ISBN-13: 9788532635792
Ano: 2012
Edição: 18ª
Número de Páginas: 144
Acabamento: Brochura

Sinopse:

A ideia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra... Enxergar um significado maior na vida aproxima o tema da espiritualidade do mundo do trabalho. Este é um texto sobre as inquietações do mundo corporativo. Neste livro o autor procura desmistificar conceitos e pré-conceitos, e define o líder espiritualizado, como aquele que reconhece a própria obra e é capaz de edificá-la, buscando o significado das coisas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Pescador e o Samurai


Um dia, um samurai foi cobrar uma dívida do pescador que lhe devia fazia muito tempo. 
- Me desculpe – disse o pescador -, mas este ano está sendo muito ruim para mim e não tenho dinheiro para pagar o que lhe devo.

O samurai desembainhou sua espada e se preparou para matar o pescador ali mesmo. Pensando rápido, o pescador disse:
- Estou estudando artes marciais e aprendi com meu mestre que nunca se deve atacar dominado pela raiva.

O samurai o encarou e, lentamente, baixou a espada.
- Seu mestre é muito sábio – disse calmamente. – O meu mestre me ensinou o mesmo. Às vezes a minha raiva me cega.
Darei a você mais um ano para pagar a dívida, mas se faltar um centavo que seja, pode ter certeza de que o matarei sem piedade!

O samurai voltou para casa, aonde chegou tarde da noite, entrou pé ante pé, não querendo acordar a esposa, mas teve um choque ao encontrar duas pessoas na cama, sua mulher e um estranho vestido como samurai.
Numa onda de ciúme e fúria, alçou a espada para matar ambas, mas, de súbito, recordou-se das palavras do pescador:
Não ataque movido pela raiva”.

O samurai parou por um momento, respirou fundo e fez um ruído deliberado. Imediatamente a esposa acordou, como também o “estranho”, que, na verdade, era a sogra dela.
- O que significa isto? – gritou o marido. – Quase matei vocês duas!
- Ficamos com medo de ladrões – disse a esposa – e vestimos sua mãe com uma de suas armaduras de samurai para espantá-los.

Passado um ano, o pescador procurou o samurai. 
– Tive um ano excelente, por isso aqui está o que lhe devo, mais juros – disse o pescador todo contente.
- Guarde o seu dinheiro – respondeu o samurai. – Você já me pagou sua dívida há muito tempo atrás. Muito obrigado!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A arte da imperfeição - Wabi Sabi


"Por que é que ficamos obcecados com as coisas que não podemos mudar, e não as coisas que podemos?", pergunta Cheryl Hunter.

Eu confesso que tenho uma ânsia interior pela perfeição, é algo que trabalho muito em mim. Mas isso as vezes me massacra internamente, faz com que não respeite quem sou e meus limites.
Porém, será que o Universo é assim? As criações que mais nos tocam são perfeitas?
Nesse vídeo de Cheryl Hunter fala sobre Wabi Sabi uma arte da imperfeição. Faz parte da filosofia japonesa.

“Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte. Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa condição humana. Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte.”

Convido vocês a assistirem a a refletirem um pouco sobre a Imperfeição.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Coaching Esportivo



Editora: Leader
Autor: Gustavo D'Avila e Lulinha Tavares
ISBN: 8566248163
ISBN-13: 9788566248166
Ano: 2014
Edição: 1ª
Número de Páginas: 208
Acabamento: Brochura

Sinopse:

Considerada uma das profissões que mais cresce no mundo desde a última década, o Coaching começou a ganhar mais espaço no futebol há aproximadamente seis anos e vem ocupando a cada dia mais aceitação e sendo cada vez mais utilizado por atletas, comissões técnicas e gestores.

Este livro se propõe a explicar para o leitor, utilizando-se de uma linguagem simples e objetiva, o que significa esse termo Coaching, quem é esse profissional - o Coach -, como ele atua, como esse processo se desenvolve no desporto de alto rendimento e como está auxiliando os desportistas a alcançarem suas metas e melhorarem seus resultados.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Gigante Egoísta - Oscar Wilde


Um lindo texto para reflexão!

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Todas as tardes, ao saírem do colégio, as crianças costumavam a ir brincar no jardim do Gigante.

Era um jardim lindo e grande, com grama verde e suave. Aqui e ali, sobre a grama, apareciam flores belas como estrelas, e havia doze pessegueiros que, na primavera, abriam-se em flores delicadas em tons de rosa e pérola, e davam ricos frutos no outono. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças costumavam parar de brincar para ouvi-los.

- Como nos sentimos felizes aqui! - exclamavam elas.

Certo dia ele voltou. Ele tinha andado visitando seu amigo, o ogre da Cornualha, e ficara sete anos com ele. Depois de sete anos ele já havia dito tudo que tinha o que não tinha para dizer, já que sua conversa era limitada, e resolveu voltar para seu próprio castelo. Ao chegar, ele viu as crianças brincando no jardim.

- O que é que vocês estão fazendo aqui? - gritou ele com uma voz muito ríspida, e as crianças saíram correndo.

- O meu jardim é meu jardim - disse o Gigante. - Qualquer um pode compreender isso. Eu não vou permitir que ninguém brinque nele, a não ser eu mesmo.

De modo que ele construiu um muro alto em torno do jardim e colocou um cartaz de aviso.

OS INVASORES SERÃO PROCESSADOS!

Ele era um Gigante muito egoísta.

As pobres crianças agora não tinham mais onde brincar. Elas tentaram brincar na estrada, mas a estrada era muito poeirenta e cheia de pedras duras, e eles não gostavam. Começaram a passear em torno do muro depois das aulas, conversando sobre o lindo jardim que ficava lá dentro. "Como éramos felizes lá!", diziam uma ás outras.

Então chegou a Primavera, e por todo o país apareceram pequenas flores e pequenos pássaros. Só no jardim do Gigante Egoísta é que continuava a ser inverno. Os passarinhos não gostavam de cantar lá, porque não havia crianças, e as árvores se esqueceram de florescer. Uma vez uma flor bonita chegou a brotar, mas ao ver o cartaz de aviso ficou com tanta pena das crianças que se enfiou de volta no chão e adormeceu. Os únicos que estavam contentes eram a Neve e o Gelo.

- A Primavera se esqueceu deste jardim - eles exclamaram -, de modo que podemos viver aqui o ano inteiro.

A neve cobriu toda a grama com seu manto branco, e o Gelo pintou todas as árvores de prata. Eles convidaram o Vento do Norte para se hospedar com eles, e ele veio. Todo enrolado em peles, rugia o dia inteiro pelo jardim, derrubando as chaminés com seu sopro.

- Este lugar é ótimo - disse ele. - Nós precisamos convidar o Granizo para vir fazer uma visita.

E o Granizo apareceu. Todos os dias, durante três horas, ele matracava no telhado do castelo até quebrar quase todas as telhas, e depois corria, dando voltas pelo jardim o mais depressa que podia. Sempre vestido de cinza, soprava gelo para todo lado.

- Não entendo porque as Primavera está demorando tanto a chegar! - disse o Gigante Egoísta, sentado junto à janela e olhando para seu jardim frio e branco. - Espero que o tempo mude logo.

Mas a Primavera não apareceu, nem o Verão. O Outono trouxe frutos dourados para todos os jardins, mas nenhum para o do Gigante.

- Ele é muito egoísta - disse o Outono.

De modo que ali ficou sendo sempre inverno, e o Vento Norte e o Granizo, a Neve e o Gelo dançavam em meio às árvores.

Certa manhã, o Gigante estava deitado, acordado, na cama, quando ouviu uma música linda Soava com tal doçura em seus ouvidos que ele até pensou que deviam ser os músicos do Rei que passavam. Na realidade era apenas um pequeno pintarroxo cantando do lado de fora de sua janela, mas já fazia tanto tempo que ele não ouvia um só passarinho em seu jardim que aquela parecia ser a música mais bonita do mudo. E então o Granizo parou de dançar sobre a cabeça dele, e o Vento do Norte parou de rugir, e um perfume delicioso chegou até ele, através da janela aberta.

- Acho que finalmente a Primavera chegou - disse o Gigante. - E, pulando da cama, olhou par fora.

O que ele viu?

A visão mais bonita que se possa imaginar. Por um buraquinho no muro as crianças haviam conseguido entrar, e estavam todas sentadas nos ramos das árvores. Em todas as árvores que ele conseguia ver havia uma criança. E as árvores estavam tão contentes de terem as crianças de volta que se cobriram de flores, balançando delicadamente os galhos, por cima da cabeça da meninada. Os passarinhos voavam de um lado para outro, chilreando de prazer, e as flores espiavam e riam. Era uma cena linda, e só em um canto é que continuava as ser inverno. Era o canto mais distante do jardim, e nele estava de pé um menininho. Ele era tão pequeno que não conseguia alcançar os ramos da árvore, e ficou andando em volta dela, chorando, muito sentido. A pobre árvore continuava coberta de neve e de gelo, e o Vento do Norte soprava e rugia acima dela.

- Sobe logo, menino! - dizia a Árvore, curvando os ramos o mais que podia. Mas o menino era pequeno de mais.

E o coração do Gigante se derreteu quando ele olhou lá para fora.

- Como eu tenho sido egoísta! - disse ele. - Agora já sei porque a Primavera não aparecia por aqui. Eu vou colocar aquele menininho em cima daquela árvore, depois vou derrubar o muro, e meu jardim será um lugar onde as crianças poderão brincar para sempre e sempre.

Ele estava realmente arrependido do que tinha feito. E assim, desceu a escada, abriu a porta da frente com toa a delicadeza, e saiu para o jardim. Mas quando as crianças o viram ficaram tão assustadas que fugiram, e o inverno voltou ao jardim. Só o menininho pequeno é que não fugiu, porque seus olhos estavam marejados de lágrimas e não viu o Gigante chegar. E o Gigante aproximou-se de mansinho por trás dele, pegou delicadamente em sua mão e o colocou em cima da árvore. A árvore imediatamente floresceu, e os passarinhos vieram cantar nela; e o meniniho esticou os braços, passou-os em torno do pescoço do Gigante e o beijou. Quando viram eu o Gigante não era mais mau, as outras crianças voltaram correndo, e com elas veio a Primavera.

- Agora o jardim é de vocês, crianças - disse o Gigante. E pegando um imenso machado, derrubou o muro. Quando toda a gente começava a iro para o mercado, ao meio-dia, lá estava o Gigante brincando com as crianças no jardim mais bonito que todos já haviam visto.

Elas brincavam o dia inteiro, mas quando chegava a noite despediam-se do Gigante.

- Mas onde está seu companheirinho? - perguntou ele. - O menino que eu botei em cima da árvore.

O Gigante gostava dele mais do que de todos os outros, porque ele lhe havia dado um beijo.

- Nós não sabemos - responderam as crianças. - Ele foi embora.

- Vocês têm de dizer a ele par anão deixar de vir aqui amanhã - disse o Gigante.

Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava, e que jamais o haviam visto antes. O Gigante ficou muito triste.

Todas as tardes, quando acabavam as aulas, as crianças iam brincar como Gigante. Mas o menininho de quem o Gigante gostava nunca mais apareceu. O Gigante era muito bondoso com todas as crianças, mas sentia saudades de seu primeiro amiguinho, e muitas vezes falava nele.

- Como eu gostaria de vê-lo! - costumava dizer.

Os anos se passaram, e o Gigante ficou mais velho e fraco. Ele já não conseguia brincar direito, e então ficava sentado em uma poltrona enorme, olhando as crianças que brincavam e admirando seu jardim.

- Tenho tantas flores lindas - dizia ele -, ma as crianças são as flores mais bonitas de todas.

Certa manhã de inverno, ele olhou pela janela enquanto se vestia. Agora já não odiava o inverno, pois sabia que este era apenas a Primavera enquanto dormia, e que as flores estavam descansando.

De repente ele esfregou os olhos, espantado, e olhou, e olhou, e olhou. Era por certo uma visão maravilhosa. No cantinho mais distante do jardim havia uma árvore toda coberta de flores brancas. Seus ramos eram dourados, carregados de frutos de prata, e debaixo deles estavam o menininho que ela amava.

O Gigante correu pelas escadas, com a maior alegria, e saiu para o jardim. Cruzou depressa o gramado e chegou perto do menino. E quando chegou bem perto, seu rosto ficou rubro de raiva, e ele disse:

- Quem ousou te ferir?

Nas palmas das mãos da criança estavam as marcas de dois pregos, como m haviam marcas de dois pregos em seus pezinhos.

- Quem ousou te ferir? - gritou o Gigante. - Dize-me, para que eu possa tomar de minha grande espada para matá-lo.

- Não - respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor.

Quem és? - perguntou o Gigante, e quando o temor apossou-se dele, ajoelhou-se diante da criança.

A criança sorriu para o Gigante e lhe disse:

- Você me deixou, certa vez, brincar em seu jardim, e hoje você irá comigo par ao meu jardim que é o Paraíso.

Naquela tarde, quando as crianças chegaram correndo, encontraram o Gigante morto, deitado debaixo da árvore, todo coberto por flores brancas.

Oscar Wilde, escritor irlandês (1854-1900)

domingo, 10 de agosto de 2014

Mensagem Especial - Dia dos Pais

"Um pai presente é como a luz que guia o peregrino durante sua longa jornada, ajuda a escolher o melhor caminho, oferece o conforto e calor, dá abrigo e segurança nos momentos mais difíceis da vida. Reconhecer essa luz é a recompensa maior que um pai e um filho podem receber em suas vidas. Obrigado Pai por ser a luz presente em minha vida e por me fazer compreender a importância de eu ser a luz na vida de meus filhos." (Luis Alves)

Feliz dia dos pais!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Como grandes líderes inspiram ação


Por que Martin Luther King liderou o movimento de Direitos Civis? Por que a Apple é tão inovadora? Liderança. Grandes líderes inspiram e motivam seus liderados a tomar decisões, a serem mais ativos, a querer e fazer mais.

Simon Sinek, autor e palestrante motivacional, mostra neste vídeo a descoberta que nomeou de "Círculo Dourado". Uma idéia simples que explica o motivo de alguns líderes serem esta fonte de inspiração e ação enquanto outros não o são. Confira:


"Existem líderes e existem aqueles que lideram."

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

VOA - As Síndromes Executivas


Existem algumas males que impedem executivos de ir além: Vaidade, Orgulho e Arrogância.

Vaidade: Muitos executivos tem sua vaidade exacerbada, são incapazes de reconhecer seus pontos de melhoria e se sustentam por capacidade técnica ou liderança.

Orgulho: Executivos orgulhosos são comuns. Reconhecem sua necessidade de melhoria ou mudança em certos aspectos, mas não conseguem mudar.

Arrogância: É o mal mais comum entre executivos. No geral, quanto mais alta a posição hierárquica maior o grau de arrogância e incapacidade de ouvir os outros.

Executivos, permitam-se refletir! 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Tolo Sábio

Todos os dias aquele senhor ia pedir esmolas na feira. As pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de bobo, aplicando o seguinte truque: Mostravam duas moedas, uma valendo mais que a outra. O tolo mendigo sempre escolhia a de menor valor. A história corria por toda a região, e chegou a fazer a fama do homem.
Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e ele sempre ficava com a menor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver o pedinte sendo ridicularizado daquela maneira. Ele o chamou a um cantinho pra conversar, e lhe disse:
- Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.
O mendigo lhe respondeu:
- O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, usando este truque.
E acrescentou:
- Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente. Às vezes, é de muita sabedoria se passar por tolo e é melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usar para fazer tolices.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Hoje eu só quero que o dia termine bem!



Essa música faz um convite lindo sobre se permitir sorrir, amar, ser feliz! Enfim, viver!!!

Simples Desejo
Luciana Mello
Compositor: Jairzinho Oliveira , Daniel Carlomagno

Que tal abrir a porta do dia,dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar
Pensar em nada

Legal ficar sorrindo à toa,toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem

Legal ficar sorrindo à toa,toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem


sexta-feira, 25 de julho de 2014

O que te motiva a trabalhar?


Qual sua motivação para trabalhar? Independente de qual você acha que seja, é fato que o trabalho repetitivo a destrói lentamente. O senso de progresso e de um propósito é o que realmente motiva as pessoas. Pelo menos é isso que diz Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental. Veja como ele demonstra isso através de dois experimentos usando LEGO (!?).

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O CALDEIREIRO


Um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não estava funcionando bem.
Após escutar a descrição feita pelo engenheiro quanto aos problemas e de haver feito umas poucas perguntas, dirigiu-se à sala de máquinas. Olhou, durante alguns instantes, para o labirinto de tubos retorcidos.
A seguir, pôs-se a escutar o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava. Com as mãos apalpou alguns tubos .
Depois, cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo, com o qual bateu apenas uma vez em uma válvula vermelha.
Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa.
Quando o dono do navio recebeu uma conta de R$ 2.000,00 queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante quinze minutos e solicitou uma conta pormenorizada.
Eis o que o caldeireiro lhe enviou:
Total ................: R$ 2.000,00
Martelada ..........: R$ 0,50
Saber onde martelar ....: R$ 1.999,50

sábado, 19 de julho de 2014

Milton Hyland Erickson, base da PNL


É comum nos utilizarmos de metáforas como maneira de transmitir uma idéia ou pensamento fazendo uso de uma história. O coaching consiste em levar uma pessoa do estado atual à um estado desejado. Curiosamente existe uma técnica conhecida como metáfora terapêutica, que consiste em uma técnica especial de se contar histórias que propicia à pessoa descobertas importantes, conscientes ou inconscientes, que gera novos comportamentos produtivos, criada por Milton H Erickson. 

Milton Hyland Erickson, psiquiatra nativo dos Estados Unidos,  (Aurum, Nevada, 5 de Dezembro de 1901 — Phoenix, Arizona, 25 de Março de 1980) foi especialista em terapia familiar sistêmica e uma das autoridades mundiais nas técnicas de hipnose aplicadas à psicoterapia. É conhecido principalmente pelo dom de ter construído uma metodologia extremamente poderosa para auxiliar e fazer intervenções terapêuticas em pessoas necessitadas de mudança, transformação e adequação comportamental, incluindo aí as metáforas terapêuticas e suas técnicas: histórias, metáforas, comparações, paráfrases, entonações vocais diferentes em aspectos importantes, muita imaginação, criatividade e flexibilidade e, principalmente, muita sensibilidade ao observar os estudantes e suas mínimas manifestações (feedbacks, reações e comunicações).

Erickson tinha seis "discípulos": Dr. Steven Lankton, Dr. Jeffrey Zeig, Dr. Ernest Rossi, Dr. Richard Bandler e Dr. John Grinder, co-criadores da PNL, e Dr. Robert Dilts.
O Dr. John Grinder contou que, junto com o Dr. Richard Bandler, estudou e observou atentamente o trabalho de Erickson. Na forma de brincadeira, imitavam e copiavam posturas e entonações vocais do Dr. Erickson durante as aulas e sessões. Perceberam que, quando tais posturas e maneiras de falar passaram a acontecer naturalmente em seus comportamentos, estavam prontos para começar a escrever os trabalhos sobre Erickson e sobre a ciência nascente: a Programação Neurolingüística.

Dr. Erickson vivia dentro de outros paradigmas: talvez o presente fosse conseqüência do futuro. Então, o processo terapêutico poderia ser abordado como um processo de aprendizagem no qual a atuação do terapeuta seria transformada na do professor, e ao paciente seriam ensinadas novas estratégias e mostrados alguns recursos que já possuísse, mas que, muitas vezes, não soubesse que o possuía ou onde, especificamente, poderia usá-lo. Outro reenquadramento precioso é o fato de que o inconsciente ganhou um novo papel: ele não é mais algo contra o qual o terapeuta deve investir ou elaborar táticas de defesa. Muito pelo contrário, talvez seja o maior aliado do ser humano.

Ele dizia que "em todo aprendizado existe sempre um pouco de confusão e um pouco de esclarecimento ou compreensão". Sua percepção a respeito do que é a aprendizagem era muito útil para as suas intervenções. Se prestarmos atenção, veremos que muitas de nossas crenças e de nossas decisões significativas aconteceram após um evento de grande dúvida e confusão. Essa maneira de entender a aprendizagem estava diretamente ligada à sua fé nas aprendizagens inconscientes, nos recursos e ferramentas que a maior parte das pessoas possui, porém, muitas vezes guardadas e sem uso em ocasiões de necessidade.

"Ninguém sofre por querer, e sim por não saber como fazer diferente."

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Algumas vezes é preciso ceder!

Sem perceber, às vezes, a arrogância prevalece, pois o nosso desejo de “vencer” é superior, maior que o nosso “bom senso”. Esse vídeo reflete o resultado desta arrogância, mas também o efeito de um pouco de gentileza e humildade.
Vamos permitir o cultivo de um coração leve e macio para o bem de todos os seres? Que tal?

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Corpo Fala


Editora: VOZES
Autor: WEIL, PIERRE e TOMPAKOW, ROLAND
ISBN: 8532602088
ISBN-13: 9788532602084
Ano: 1986
Edição: 69ª
Número de Páginas: 288
Acabamento: Brochura

Sinopse: 

Este livro tenta desvendar a comunicação não-verbal do corpo humano, primeiramente analisando os princípios que regem e conduzem o corpo. A partir desses princípios, aparecem as expressões, gestos e atos corporais que, de modos característicos, estilizados ou inovadores, expressam sentimentos, concepções, ou posicionamentos internos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Equilíbrio na Vida




Recentemente lí uma passagem no livro "O Podemos Aprender Com Os Gansos", de Alexandre Rangel, que tem muito a ver com a dificuldade em pesar cada aspecto de nossas vidas, para dar a importância real a cada uma delas. O texto realmente é de fazer pensar, ótimo para dar aquele pontapé. Segue o mesmo, e no fim, detalhes do livro (que recomendo!):
Imagine a vida como um jogo de malabares, em que você lança ao ar cinco bolas. Estas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.
Entenda isto e busque o equilíbrio na vida. Como?
  • Não diminua seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você está em condições de escolher o que é melhor para você;
  • Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração. Apegue-se a elas como a própria vida. Sem elas, a vida carece de sentido. Não deixe que a vida escorra entre os dedos, vivendo no passado ou no futuro. Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida;
  • Não desista, quando você ainda é capaz de um esforço a mais. Nada termina, até o momento que se deixa de tentar. Não tema admitir que não é uma pessoa perfeita;
  • Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes;
  • Não exclua o amor de sua vida, dizendo que não é possível encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dando amor. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegando-se demasiadamente a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dando-lhe asas;
  • Não corra tanto pela vida, a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai;
  • Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente;
  • Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Eles são coisas que jamais poderemos recuperar;
  • A vida não é uma corrida, mas uma viagem que deve ser desfrutada passo a passo;
  • Lembre-se: ontem é história, amanhã é mistério e hoje é uma dádiva. Por isto é que se chama “presente”.

Este livro originalmente podia ser encontrado em dois volumes, mas em 2013 foi lançada uma edição que contém os dois em apenas um livro:

Editora: Original
Autor: Alexandre Rangel
ISBN: 9788562900143
Ano: 2013
Edição: 1ª
Número de Páginas: 334
Acabamento: Brochura

Sinopse: O segredo da qualidade de vida e do sucesso profissional muitas vezes está nos detalhes mais simples do dia a dia. Por meio de parábolas, fábulas e diversas histórias, Alexandre Rangel nos leva à reflexão de valores como humildade, respeito, generosidade e prudência, para melhorar a comunicação e nos ajudar a alcançar o equilíbrio do bem-estar físico e metal. Em formato pocket para ser mantido sempre por perto, a obra reúne em edição definitiva mais de 250 lições de cooperação, liderança e motivação.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Tijolo!


Corremos tanto nessa vida que nem percebemos as coisas e pessoas ao nosso redor as vezes. Gostaria de compartilhar com vocês uma parábola e convido a refletir sobre ter mais atenção, correr menos e perceber o mundo a nossa volta.

"Um jovem e bem sucedido executivo estava dirigindo pela vizinhança, em seu novo jaguar. Ele estava observando se crianças estariam se lançando entre os carros estacionados e diminuiu um pouco a velocidade quando de repente achou que havia visto algo.

Enquanto seu carro passava nenhuma criança apareceu. Ao invés disto, um tijolo se espatifou na porta lateral do jaguar. Ele freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde havia vindo o tijolo. Pulou do carro, e pegou bruscamente uma criança e a empurrou contra um carro estacionado gritando:

- Que que é isso? Quem é você? Que porcaria você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro e aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?

- Por favor senhor, por favor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer, ninguém estava disposto a parar de correr e me atender neste local.

Lágrimas corriam de seu rosto e ele apontava na direção dos carro estacionados.

- É meu irmão, ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

- O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.

Movido internamente muito além das palavras, o motorista engoliu o nó imenso em sua garganta. Ele levantou o jovenzinho, o colocou em sua cadeira de rodas, tirou seu lenço e limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo iria ficar bem.

- Obrigado e que Deus possa abençoá-lo, disse a criança.

O homem então viu o menino se distanciar, empurrando seu irmão na cadeira de rodas em direção à sua casa. Foi um longo caminho de volta para o seu jaguar... um longo e lento caminho de volta.

Ele nunca consertou a porta amassada. Ele deixou o amassado para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando não temos tempo de ouvir, ELE tem de jogar um tijolo em nós.

Tente ouvir o sussurro, não espere pelo tijolo. Uma alegria compartilhada se transforma em dupla alegria; uma dor compartilhada, em meia dor. O coração fala sussurrando... é preciso muita atenção para ouví-lo !"

terça-feira, 8 de julho de 2014

Wall Street 2: O Dinheiro Nunca Dorme


Título original: Wall Street: Money Never Sleeps
Gênero: Drama
País/ano: EUA / 2010
Duração: 133 min
Diretor: Oliver Stone

Este filme é uma sequência de Wall Street, sucesso de 1987 que mostra os bastidores do mundo dos grandes negócios da década de 1980. Com base na crise econômica global de 2008 que levou ao colapso o sistema bancário americano, o filme relata de forma bastante clara, mesmo para quem não entende de altas finanças, como se formou o que ficou conhecido como “subprime”, crédito de risco concedido a um tomador que não oferece garantias suficientes para se beneficiar da taxa de juros mais vantajosa (prime rate).

Após passar oito anos na cadeia por fraudes financeiras, Gordon Gekko (Michael Douglas) ganha a liberdade. Impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele dedica seu tempo a realizar palestras onde critica o comportamento de risco dos mercados e promove seu novo livro, "A cobiça é boa?". Na saída de uma de suas palestras, Jacob Moore (Shia LaBeouf) ganha dez minutos de atenção do palestrante ao falar que é noivo de sua filha, Winnie Gekko (Carey Mulligan). Com problemas de relacionamento familiar Gordon faz um acordo com Jake para ajudá-lo em sua carreira profissional em troca de uma nova oportunidade de se aproximar de sua filha. Com o passar do tempo, este relacionamento torna-se uma busca por vingança contra Bretton James (Josh Brolin), responsável pela prisão de Gekko e por induzir o tutor de Jake, Lewis Zabel (Frank Langella) a cometer suicídio após sua falência de modo fraudulento.

O filme mostra de forma bastante intensa como os players do mundo altamente lucrativo das negociações ignoram os sentimentos humanos em troca do acúmulo de riquezas, através da valorização da ganância e da cobiça, e como estar dentro desse "seleto" grupo afeta o seu estilo de vida até, comportamentos, crenças, valores e relações interpessoais. 

“Essa é uma história de família. Sobre pessoas buscando o equilíbrio entre o seu amor pelo poder e pelo dinheiro e sua necessidade de serem amadas por alguém”, diz Stone.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Coaching - A Arte de Soprar Brasas


Editora: Qualitymark
Autor: Wolk, Leonardo
ISBN: 9788573037449
Ano: 2008
Edição: 1ª
Número de Páginas: 216
Acabamento: Brochura

Sinopse:

O Autor é fundador e diretor da Leading Group, consultoria argentina que trabalha com programas de liderança transformacional, desenvolvimento de competências e cursos de coaching executivo. O livro trata do mesmo nicho: o coach como líder, visto da forma "mestre e aprendiz", com temas como emoção, linguagem, modelos mentais e crenças, que de acordo com o autor são temas que devem ser revistos para permitir o crescimento pessoal. Possui uma abordagem provocativa e investigativa.

É um livro de leitura fácil, que pode ser lido por pessoas sem muita experiência em coaching, recomendado a todos que buscam crescimento pessoal, com foco no mundo empresarial, ou mesmo que precisam atuar neste meio, como terapeutas e gerentes.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quer ser feliz? Seja grato!

A única coisa que todos os seres humanos têm em comum é que cada um de nós quer ser feliz, diz o irmão David Steindl-Rast, um monge e estudioso ecumênico. E felicidade, ele sugere, nasce da gratidão. Uma lição inspiradora sobre desacelerar, olhar para onde você está indo, e acima de tudo, ser grato.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O Advogado do Diabo


Título original: The Devil's Advocate
Duração: 140 min
Gênero:  Drama | Mistério | Thriller
Direção: Taylor Hackford
Ano: 1998
País de origem: EUA

Este filme conta a estória de Kevin Lomax (Keanu Reeves), um jovem e bem sucedido advogado de uma pequena cidade da Flórida conhecido por nunca perder um caso. Através de sua fama, Kevin é contactado pelo misterioso John Milton (Al Pacino), dono da maior firma de advocacia de Nova York, para defender alguns casos de seu interesse. Apesar da desaprovação de sua mãe,  Alice Lomax (Judith Ivey), o jovem enxerga a oferta como uma oportunidade ímpar para crescer profissionalmente, aceitando-a e mudando-se rapidamente para a cidade que nunca dorme.

A partir deste cenário inicial, o filme relata um grande conflito entre ética e ambição profissional, onde o advogado do diabo alimenta a sua vaidade vencendo casos sem preocupações pela legitimidade ou pela justiça, apenas para saciar seu vício pelo sucesso, subindo na vida a qualquer custo e tornando-se cego e surdo a tudo que está a sua volta. É bastante claro também o conflito entre a vida pessoal e profissional, onde podemos observar o ambicioso jovem abrindo mão do convívio familiar até mesmo na decadência emocional e psicológica de sua esposa. Esta relação fica bastante clara quando John o questiona sobre abandonar um dos casos para cuidar de Mary Ann (Charlize Theron) e ele revela: "Sabe do que eu tenho medo? De deixar o caso, ela melhorar e eu a detestar por isso.".

O confronto final com seu mentor, revelado como o próprio Diabo através de um intenso jogo de descobertas, é uma ótima metáfora para representar o contato direto de uma pessoa com seu lado mais sombrio. Desperta a necessidade da reflexão sobre os testes que a vida nos proporciona e a real motivação existente por traz de nossas escolhas. Mostra de forma bastante clara que, por mais difícil que seja de aceitar, somos os únicos responsáveis por nossas atitudes e decisões.

Um dos pontos importantes também relacionados é o livre arbítrio, conhecido também como liberdade interna ou liberdade de querer. Significa que a decisão entre duas possibilidades opostas pertence, única e exclusivamente, à vontade do próprio indivíduo, e só é possível de ser realizada conscientemente quando há o conhecimento objetivo e correto de ambas.